terça-feira, 16 de outubro de 2007

Freiando para acelerar

Demora em escrever. Ainda estou assustada com a nova modalidade. Edú passou por aqui a semana passada, rápido como um cometa. Legal, mesmo assim deu pra por a conversa em dia. Gilca passou mal. Hospitalizou-se, já saiu. Meu trabalho com ela acabou. A familia não segura duas enfermeiras mais eu. Meu trabalho com ele mexo com o sutil. Não importa isso pra eles agora. Querem a certeza do trabalho braçal. Não posso deixar de dar-lhes razão. Chorei muito, senti o afastamento dela. Nossa cantoria, ela a desenhar suas singulares bolinhas e fazendo colagens. Tudo tão delicado! Sempre me desejava na saida: Deus lhe guie... lhe ilumine... lhe de tudo de bom... muito obrigado minha filha. Meus passos e meu dia se contagiavam com a sua leveza. Agora espalho o material que construimos a quatro mãos em cima da cama. É muita coisa. Levarei um ano para digerir e analisar mais distanciada. Ce lá vie! Fecha-se uma porta, abrem-se duas. Eu e meu otimismo. Hoje é aniversário de Fá. Dificil dar-lhe um presente. Tem que ser alguma coisa especial. Comprei-lhe um móbile de origami, espero que goste. Ando ficando muito esquisita. Gosto de fazer as coisas sozinha. Festas, aglomerações é um sofrimento. Porque tenho de interagir, responder coisas. Poucas conversas me dizem. Prefiro a que tenho diariamente, pra dentro. Eu comigo mesma. Continuo adorando a natureza. Se em frente da minha janela não tivesse esse jambeiro com essa copa acolhedora, que vez por outra espalha um tapete rosa pelo chão, mudaria desse prédio. Só quero o que me significa. O que me faz bem e melhor. O resto é perfumaria, faz parte do mercado. Me interessa o infimo, o desapercebido, o que esbarra em nossos pés e não vemos. Chega, falei demais por hoje.

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